Copa do Mundo 2013 - Medellín - Colômbia


Mais uma etapa da Copa do Mundo. Mais uma vez no amável país que é a Colômbia. País que vem mudando sua história com trabalho, apagando as horríveis lembranças da violência, transformando-se em um país de grandes oportunidades.

A imagem ao lado é uma tela de Botero, fantástico artista colombiano, intitulada A morte de Pablo Escobar, uma grande coleção do artista está no museu de Antioquia e vale a visita.

Medellín foi sede da III Etapa da Copa do Mundo 2013. Para o Brasil, mais uma vez, com uma grande equipe representando o país, alguns bons resultados e muito aprendizado.

Um breve resumo de tudo de todo lo que paso:

Durante a viagem, li a biografia do sérvio Novak Djokovic. O grande aprendizado mostra que caminho para o topo é longo, com percalços, mas, acima de tudo, muita crença. Me identifiquei muito com a carreira de Novak, especialmente, por sua obstinação em ser o maior. Novak sempre acreditou que para ser grande, ele tinha que vencer primeiro a si mesmo.

Nesta prova, enfrentei mais uma vez minha mente com seus desejos e seus medos, grande aliada e, por vezes, adversária, ou vice-versa. Assim como Djokovic, que por vezes perdeu de Federer ou Nadal, os aprendizados quando se compete contra um grande nome são inúmeros. Depois de chegar à quarta rodada, tendo passado de Bye a primeira rodada, após um bom 14o lugar na Qualificação, enfrentei na 2a rodada o costa-riquenho J. Solano (145 – 137). Na 3a rodada, um excelente combate com o grande amigo e arqueiro salvadorenho Rigoberto Hernandez , que venci por 146 a 144 (parciais de 29/29, 29/29, 29/29, 29/28 e 30/29).

Já entre os 16 melhores, estava pela frente o grande desafio, Braden Gellenthien (EUA), atual número 1 do ranking mundial. Contra um grande arqueiro não se pode falhar. 1 flecha decidiu o combate. Primeira série, ele fez 29 pontos e eu comecei com 2 belos “X”, mas aquele terceiro tiro que relutava em não sair foi um “8” e a história poderia ter sido escrita de outra forma. Na 2a série, 28 a 29 para Braden. 3a série – 29/30, 4a série 29/29 e na quinta série um 30/29 que não foi suficiente. No final 146 a 144 para Braden. Terminado o combate no caminho do alvo, ouço de Braden que tinha percebido minha certa intranquilidade, mas ressaltava o meu espírito competitivo. Disse que eu era arqueiro para figurar entre os grandes, com um excelente técnica, precisando apenas trabalhar o famoso Mental Training para esse esporte tão desafiador. Disse ainda que nos encontraríamos ainda em disputas nas principais competições e reforçou que eu fizesse uma forte preparação para o Campeonato Mundial.

Braden, é um arqueiro por muitas vezes mal interpretado, talvez um pouco excêntrico, que comemora com veemência seus tiros, saindo um pouco do lugar comum e chato da maioria dos arqueiros. Mas os arqueiros treinam tanto para chegar ao topo e porque não comemorar? Desrespeito ao adversário? Sinceramente, não vejo assim. Se continuarmos somente lamentando as flechas erradas e não saboreando os acertos, você estará se afundando muito mais para o medo de errar do que, propriamente, mirando a vontade de acertar. Assim, comemorar um tiro e suas vitórias, nada mais é do que celebrar o esporte e contar a história pelo lado vencedor. Eu jogo neste time!

A oportunidade de brigar contra o melhor do mundo na atualidade, mostra que a diferença para eles diminui cada vez mais. Assim se passou com Djokovic em sua caminhada para bater Federer e Nadal.

Muita coisa boa também tivemos para a equipe brasileira na Colômbia:

  • Roberval dos Santos, o Tico, fez uma boa etapa qualificatória, terminando na 13a posição geral (parciais de 347 / 351). Empatamos em número de pontos e perdi para ele em número de “X”, em uma demonstração de grande espírito de equipe, me cedeu a vaga para junto com Nely Acquesta, brigarmos pela medalha na disputa de Duplas Mixtas. Perdemos para a equipe mexicana por 153 a 150, mas fica, mais uma vez, a demonstração de grande desportista do meu ídolo Tico!

  • No Composto Feminino, Elizabeth Harumi, disputou sua primeira Copa do Mundo. O caminho é longo, como lembra Djokovic. Nely Acquesta, mostrou, uma vez mais, que tem muito potencial para brigar e focará o trabalho nesse preparo mental para as disputas de combates.

  • No Recurvo Feminino, destaque para o recorde brasileiro FITA por equipes, com Sarah Nikitin, Anne Marcele e Marina Canetta. Vale a pena destacar também a boa participação de Marina, que também disputava sua primeira Copa do Mundo, com combates fortes, vencendo a atleta indiana D. Banerjee e dando trabalho para a número 1, a chinesa Jing Xu.

  • No Recurvo Masculino, Marcos Bortoloto venceu o ex-número 2 do mundo, o indiano Jayanta Talukdar e acabou perdendo para o Henckels (Luxemburgo) que viria a ser o medalha de prata na etapa. Daniel Xavier perdeu na 3a rodada para o francês J. Valladont (3-7) e Fábio Emílio na 2a rodada para o chinês S. Zhang.

Vale a pena ressaltar, uma vez mais, o trabalho dos técnicos Henrique Junqueira e Richard Priestman.

Aliás, Sir Priestman, como gosto de referir a Richard, deveria escrever um livro. Como sabe de Arco e como tem grandes histórias para contar. Suas histórias merecem um novo post em breve.

Os pontos que marquei na etapa, 5 pontos no ranking anual da Copa do Mundo, não foram suficientes para me levar para a disputa da última etapa na Polônia. Mas foi um grande passo para mostrar a evolução no ano. Depois de um péssimo resultado na Turquia, o trabalho desta vez apareceu. Foi o ideal? Longe disso. Certa vez, Djokovic, durante o discurso de premiação do Masters 1000 de Montreal, disse: “Espero que Federer não fique bravo por eu dizer que não se pode ganhar tudo. Alguém deve derrotá-lo”. E assim, ele começou a dominar o tão competitivo mundo do tênis três anos depois.

Como encerrei aquele post sobre Djokovic há dois anos, encerro este agora: O que isso tem a ver com Arco e Flecha? Os grandes estão aí para serem vencidos. A história só escreve o nome daqueles que mudam o seu curso de alguma forma. Vamo que vamo!

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