“A flecha não sabe quantos metros ela tem que voar”

Não sei quem foi o gênio que a criou, mas fantástica é!

Diz a lenda que foi dita pelo salvadorenho Jorge Jimenez, um dos maiores arqueiros de composto do mundo. Se é lenda ou não, vale a mensagem. Jimenez por não ter um local apropriado para treinar, disparava a maioria de seus tiros somente a 8 metros de distância. Perguntando como isso poderia influenciar negativamente em seus resultados nas longas distâncias – 90 ou 70 metros – ele respondeu genialmente: “A flecha não sabe quantos metros ela tem que voar”.

Essa é uma frase que me ensina todos os dias. Cada vez que penso em seu significado e faço uma reflexão sobre ela, aprendo que o segredo do arco está na linha de tiro e não no alvo. Somos ansiosos e queremos sempre ver nossa flecha no centro do alvo? Mas o que fizemos para lançá-la ao nosso objetivo?

Traduzindo isso em um texto técnico aplicável à competição: quantos arqueiros, que mal a flecha saiu do arco já estão desviando seu foco para olhar a luneta? Curta o voo da flecha, escute seu silencioso e preciso som, sinta ela acertando o “10”.

A luneta olha para o passado. A mira olha para o futuro.

Faça a melhor técnica! Repita o movimento exaustivamente. Desenvolva a capacidade de saber onde sua flecha foi, antes mesmo de olhar na luneta. Se você não souber isso, não estará apto a grandes resultados, pois quem mais tem que conhecer seu tiro é sua mente e sua sensibilidade.

As distâncias e suas peculiaridades são importantes. Mas, sem dúvida, a técnica e a estabilidade do disparo é que fazem a diferença. Há 4 anos meus treinos são somente há 30 metros. Distâncias longas as “treino” somente em provas. Faço da frase acima a máxima para meus tiros.

Atirar uma flecha rumo a um alvo qualquer é fácil. Acertar a flecha no “10” antes mesmo de disparar é o desafio que move um arqueiro.

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